AOS MEUS OLHOS

Prosas e poemas/dia a dia/noite após noite/

Os Jacarandás — 6 de setembro de 2016

Os Jacarandás

Não há árvores boas e árvores más.

Não há pessoas boas e pessoas más.

Há espécies.Eu sou Jacarandá…sou lilás e não faço alergia a ninguém.

Descobri isso hoje, só hoje.Por isso é mais fácil aceitar que só me dou bem com a minha espécie.Quem é da minha espécie não sei ainda.Os humanos dizem :”Quem é da minha tribo”.

Mas eu não sou muito humana. Humovegetal. Sim é isso que eu sou.

Do planeta Vénus de onde vim, a minha família não andava, mas voava com raízes.Éramos Jacarandás voadores e não nos dávamos com outras espécies porque só emitiamos oxigénio próprio para outras espécies da nossa laia.

Aqui na Terra há muita confusão porque vivemos misturados com restos de seres de muitos planetas agora extintos e poucos sabem disso.

Não me é permitido divulgar.Mas sei e foi-me permitido recordar.

 

 

 

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Pagode — 10 de julho de 2016

Pagode

Desfolha a tua seda pela minha

que a primavera vem aí.

Junta o teu chá à minha ambrósia

e teçamos um caderno novo de saberes.

Água fervendo

Tchai

Aroma apimentado

fazendo painéis escritos

sem pincéis e tinta da China.

Sabores agridoces do sexo

espalhados por tapetes alucinados

em salas de palácios indianos

reinventados no Alentejo.

 

 

 

És Tu — 18 de junho de 2016

És Tu

Podes até fazer plágio ao escrever

Plagiar quadro,retrato e canção.

Mas viver não dá para plagiar não.

Título,sobrenome,profissão,

Podem ser comuns a todos sim…

Mas a tua vida ,tua memória….

Quem pode fazer assim?

Veracidade,autenticidade,

Não vês em lugar algum

Se olhas  e és comum…..

Verdade,originalidade

És tu ,mais nenhum.

Voltei — 4 de junho de 2016

Voltei

Voltei.
Impávida e serena.
Depois de auto-lobotomia com fronteiras ,
de um luto a ferro e fogo com as gentes,
com afetos,
doenças,
moribundices,
vómitos e lérias.
Voltei
Só para chatear,
para esgravatar essa tua cabeça de quem ousa pensar que sabe.
Voltei viva
Não ressuscitada
Pálida
Mole e triste.
Mas voltei porque falta viver aquele bocado.
Sabias que há metros de vida para viver?
Só o alfaiate da vida sabe quantos metros
quantos centímetros
Aqui ficarei
Até que ele corte
o cordão da estupidez natural que é estar aqui.

Impermanência — 3 de maio de 2016
Fui e voltei…. — 19 de março de 2016

Fui e voltei….

Fui sossegar e voltei.
Com o sossego vem a contemplação.

Respirar com atenção de novo

Treinos. É o que faço.

A minha vida é uma somatória de treinos.

De olhos fechados ,deixo os olhos rolarem nas órbitas,molhadas de água.

Molhadas de água feliz,não de lágrimas infelizes.

Lágrimas que se soltam quando o sorriso interior se espraia em todos os orgãos e toda eu sou sorriso búdico.
Respiro e sossego um pouco mais.
Respiro e os dedos das mãos sorriem.

Sorrio ao espelho só para ter a certeza de sou eu,que estou acordada e feliz.

 

 

Amadurecendo-sendo… —

Amadurecendo-sendo…

O que mudou em mim na matura-idade?
Chegou a Sabedoria?
A que chegou é sem dúvida mais poderosa,mais cônscia, mais determinada….
Não permito mais que alguém me diga que deveria ser “assim” ou “assado”…
Recuperei a fé (melhor dizendo…adquiri!), em mim mesma.
De manhã me olho no espelho e não fico me criticando….é com muita gentileza que passo meu creme, no corpo e no rosto…sem medo de mim , da minha imagem, ou do que os outros pensam quando me veem…
Tudo se torna mais relaxante,menos ameaçador com a maturidade…
Recuso-me a repetir as falas que me eram dadas,as modas que me eram passadas…
Já dei as flores e os frutos e as sementes caíram de novo…
Recuso-me a representar papéis…de filha,de mãe,de esposa,de amiga,de doente,de…. não fui não sou estereotipada.
Não dependo de ninguém,graças a DEUS, de nenhum homem, para ter meu salário, para me prover….
Cuido muito bem agora, de meus indizíveis momentos de solidão,em casa ou na rua…com muito gosto…

E agora? — 4 de fevereiro de 2016

E agora?

Descobri-me cor

no segredo do teu olhar

Foste forma perfeita

para eu me encontrar.

Descobri-me menina à força do teu brincar

Foste a minha velha infância

que eu não pudera cantar.

Descubro hoje

já tarde

que dei ao tempo razões

que não deveria dar…

porque o tempo aprisiona

olhos,amor,jogos e risos

tudo o que puder encontrar…….

E agora ?

Era de noite…. —
Canção- O meu coração…. — 26 de dezembro de 2015

Canção- O meu coração….

O meu coração nasceu triste hoje – x2

Por não te ter amor,

Do lado da cama.

Por não te ter amor,

nesta minha trama.

O meu coração nasceu triste hoje – x2

Procura teus olhos e não te acha.

Procura o abraço que me relaxa.

O meu coração nasceu triste hoje – x2

e se confrangeu com a realidade

e se entregou todo à saudade.

O meu coração………………..

Solidão naturalmente — 7 de dezembro de 2015

Solidão naturalmente

Fugi de ti te amando

mas já o meu corpo sangrando

me apontava a solidão naturalmente.

É esta a cura do amor

que um dia foi enganado

e só assim foi curado

com solidão,naturalmente.

Acreditei que era fácil

deixar-te e mais não te ouvir

mas só consigo fingir

e me embrenhar muito em mim,

me embalar,me mimar

na solidão,naturalmente.

Agora só não vou mais

pensar recordar ou andar

nas mesmasondas que tu

para na solidão me sarar

sim,a solidão naturalmente.

 

Canção da calma —

Canção da calma

Quero esta calma

que me enche a alma

e alimenta em mim um sorriso.

Quero um céu azul

rosas de Istambul

que me levem ao paraíso.

E nesta vida inteira

em que sou forasteira

que eu tenha em mima verde esperança.

Porque ao virar da esquina

pode haver um perigo

um mal ou um nefasto inimigo.

E eu quero vencer

com a fé de uma criança

e de quem vê na vida um abrigo.

Quero esta calma

que me enche a alma…..

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